Boas Práticas em Java – Guia Definitivo

Confesso que nunca fui um desenvolvedor muito adepto a padronizações no que eu codificava. Porém quando mudei de empresa fui, de certa forma, forçado a aprender alguns padrões e tive que admitir que realmente ajuda muito na manutenibilidade de uma aplicação. Principalmente quando é desenvolvida por um grande grupo de desenvolvedores.

Eis que encontrei uma documentação muito útil no site da Oracle, traduzi, adaptei e agora compartilho com vocês:

1 – Introdução

1.1 – Por que padronizar?

Convenções de código são importantes para os programadores pelos seguintes motivos:

  •  80% do tempo gasto em codificação de um software é na fase de manutenção;
  • Dificilmente qualquer software é mantido por toda a sua vida pelo autor original;
  • Convenções de código melhoram a legibilidade do software, permitindo que os desenvolvedores entendam o código de forma mais rápida e completamente;
  • Se você enviar o seu código-fonte como um produto, você precisa ter certeza de que é bem feito e limpo como qualquer outro produto que você criar.

2 – Nomeação de Arquivos

2.1 – Sufixos

Os arquivos Java possuem os seguintes sufixos (extensões):

  • Código Fonte: “.java”;
  • Classe compilada : “.class”.

 3 – Organização dos Arquivos

Evite arquivos com mais de 2000 linhas, pois eles se tornam arquivos pesados.

3.1 – Arquivos de Código Fonte (.java)

Cada arquivo Java contém uma única classe ou interface pública. Quando as classes privadas e interfaces estão associadas a uma classe pública, você pode colocá-los no arquivo de origem igual ao da classe pública. A classe pública deve ser a primeira classe ou interface no arquivo.

Os arquivos Java seguem a seguinte ordem:

  • Comentário de Cabeçalho;
  • Declaração de pacotes e imports;
  • Declarações de Classes e Interfaces.
3.1.1 – Comentário de Cabeçalho

Todos os códigos fonte devem possuir um cabeçalho que contenha o nome da Classe, versão, data e informações de direitos autorais.

/*
 * Classe
 *
 * Versão
 *
 * Data
 *
 * Copyright
 */
3.1.2 – Declaração de Pacotes e Imports

A primeira linha que não seja comentário, deve ser a declaração do pacote. As linhas seguintes podem ser os Imports.

package br.com.flaviojmendes;

import java.awt.Robot;
3.1.3 – Declaração de Classes e Interfaces

O fluxo a seguir descreve as seções da declaração de uma Classe ou Interface na ordem em que devem aparecer.

  1. Comentário de Documentação da Classe ou Interface;
  2. Declaração da Classe ou Interface;
  3. Comentário de Implementação da Classe ou Interface;
    1. Este comentário deve conter todas as informações da Classe ou Interface mais genéricos e que não eram apropriados para o comentário de documentação da Classe ou Interface.
  4. Variáveis estáticas (static) da Classe;
    1. Primeiro as públicas (public), depois as protegidas (protected), depois as default (sem explicitar), e então as privadas (private).
  5. Variáveis instanciáveis;
    1. Primeiro as públicas (public), depois as protegidas (protected), depois as default (sem explicitar), e então as privadas (private).
  6. Construtores;
  7. Métodos.
    1. Esses métodos devem ser agrupados por funcionalidade ao invés de escopo ou acessibilidade. Por exemplo, um método  privado pode estar entre dois métodos públicos. O objetivo é tornar a leitura e compreensão do código mais fácil.

4 – Indentação

Muita gente pode achar “frescura” esse capítulo, entretanto é algo que quando comecei a me policiar para usar essas padronizações senti logo o quanto ajuda, e finalmente parei de me preocupar em rolar a tela para a direita infinitamente até chegar ao fim da linha.

4.1 – Tamanho da Linha

Evite linhas com mais de 80 colunas, visto que a maioria dos desenvolvedores não possuem recursos para visualizar mais que isso.

Obs.: Para uso em documentações, procure usar no máximo 70 colunas.

4.2 – Quebra de Linha

Quando o código não couber em uma linha (respeitando o limite de 80 colunas), quebre-o seguindo os princípios:

  • Quebre após a vírgula;
  • Quebra antes de um operador;
  • Prefira quebras de linha a um nível mais alto;
  • Alinhe a linha de novo com o início da expressão no mesmo nível da linha anterior;
  • Se as regras anteriores levarem a um código confuso ou o código ficar esmagado contra a margem direita, coloque apenas 8 espaços em seu lugar.

Alguns exemplos abaixo:

Chamadas de métodos

meuMetodo(variavelLong1, variavelLong2, variavelLong3,
        variavelLong4, variavelLong5);

var = meuMetodo1(variavelLong1,
                meuMetodo2(variavelLong2,
                        variavelLong3));

Seguem-se dois exemplos de como quebrar uma expressão aritmética. O primeiro é o preferido, uma vez que a quebra ocorre fora da expressão entre parênteses, que é a um nível superior.

nomeLong1 = nomeLong2 * (nomeLong3 + nomeLong4 - nomeLong5)
           + 4 * nomeLong6; // PREFERÍVEL

nomeLong1 = nomeLong2 * (nomeLong3 + nomeLong4
                       - nomeLong5) + 4 * nomeLong6; // EVITAR

Seguem-se dois exemplos de indentação de declaração de métodos. O primeiro é o caso convencional. A segunda iria deslocar a segunda e terceira linhas para a extrema direita se fosse utilizada a indentação convencional. Por isso, recuamos apenas 8 espaços.

//INDENTAÇÃO CONVENCIONAL
meuMetodo(int numero, Object objetoFlavio, String objetoComBr,
           Object maisUm) {
    ...
}

//RECUAR 8 ESPAÇOS PARA EVITAR RECUO EXCESSIVO
private static synchronized metodoFlavioJMendes(int numero,
        Object objetoFlavio, String objetoComBr,
        Object maisUm) {
    ...
}

Quebra de linha para declaração de IF’s devem usar a regra dos 8 espaços, uma vez que o recuo convencional torna difícil ver o corpo. Por exemplo:

//NÃO USE ESSA INDENTAÇÃO
if ((condicao1 && condicao2)
    || (condicao3 && condicao4)
    ||!(condicao5 && condicao6)) { //QUEBRAS RUINS
    metodoFazAlgumaCoisa();            //DIFÍCIL VISUALIZAÇÃO
} 

//USE ESSA INDENTAÇÃO
if ((condicao1 && condicao2)
        || (condicao3 && condicao4)
        ||!(condicao5 && condicao6)) {
    metodoFazAlgumaCoisa();
} 

//OU FAÇA ASSIM
if ((condicao1 && condicao2) || (condicao3 && condicao4)
        ||!(condicao5 && condicao6)) {
    metodoFazAlgumaCoisa();
}

5 – Comentários

Programas em Java podem ter dois tipos de comentários:comentários de implementação e comentários de documentação. Comentários de aplicação são os encontradosem C + +, que são delimitados por / * … * /, e / /. Comentários de documentação (conhecidos como “comentários doc”) sãoJava-only, e são delimitados por / ** … * /. Comentários de documentação podem ser extraídos para arquivos HTMLusando a ferramenta javadoc.

Comentários de implementação são destinados a comentar o código ou para comentários sobre uma implementaçãoparticular. Comentários de documentação são destinados adescrever a especificação do código, a partir de uma perspectiva independente de implementação. Para serem lidos por desenvolvedores que não necessariamente possuem o código fonte em mãos.

Os comentários devem ser usados ​​para dar uma visão geral do código e fornecer informações adicionais que não estão prontamente disponíveis no próprio código. Os comentários devem conter apenas informações que sejam relevantes para a leitura e compreensão do programa.

5.1 Implementation Comment Formats

Existem quatro tipos de Comentários de Implementação: bloco, de uma linha, trailing, e de final de linha.

5.1.1 Bloco de Comentários

Blocos de comentário são usados ​​para fornecer descrições de arquivos, métodos, estruturas de dados e algoritmos.Blocos de comentário podem ser utilizados no início de cada arquivo e antes de cada método. Eles podem também ser utilizados em outros locais, tais como dentro de métodos.Blocos de comentário que estejam dentro de uma função ou método devem ser indentados para o mesmo nível que o código que descrevem.

Um bloco de comentário deve ser precedido por uma linha em branco para separá-lo do resto do código.

/*
 * Esse é um bloco de comentário.
 */
5.1.2 – Comentários de uma linha

Comentários curtos podem aparecer em uma única linha recuada para o nível do código que se segue. Se um comentário não pode ser escrito em uma única linha, ele deve seguir o formato de bloco de comentário. Um comentário de uma linhadeve ser precedido por uma linha em branco.

if (condicao) {

    /* Trata a condição acima. */
    ...
}
5.1.3 – Trailing

Comentários muito curtos podem aparecer na mesma linha docódigo que descrevem, mas devem ser deslocados o suficiente para separá-los das declarações. Se mais de um breve comentário aparece em um pedaço de código, todos eles deverão ser recuado para o mesmo nível.

if (a == 2) {
    return TRUE;            /* caso especial */
} else {
    return isImpar(a);      /* é impar */
}
5.1.4 – Final de Linha

O delimitador / / pode comentar uma linha completa ou apenas uma linha parcial. Ele não deve ser utilizado em linhas consecutivas para comentários de texto, no entanto, pode ser utilizado em linhas consecutivas para comentar seções de código.

if (condicao > 1) {

    // Faz uma pirueta.
    ...
}
else {
    return false;          // Eis a questão.
}
//if (daianeDosSantosMode > 1) {
//
//    // Fazer um Twist Carpado.
//    ...
//}
//else {
//    return false;
//}

6 – Declarações

6.1 – Número por Linha

Uma declaração por linha é o recomendado, visto que facilita o comentário. Exemplificando, é melhor isso

int altura;    // altura da tabela
int largura;   // largura da tabela

do que isso

int altura, largura;

Nunca instancie tipos diferentes na mesma linha

int qtdCasas,  numerosCasas[]; //ERRADO!

6.2 – Inicialização

Procure inicializar variáveis ​​locais onde elas estão declaradas.A única razão para não inicializar uma variável onde estádeclarada é se o valor inicial depende de algum cálculo que ocorre primeiro.

6.3 – Localização

Coloque declarações apenas no início de blocos. (Um bloco équalquer código entre chaves ”{” e ”}”.) Não espere paradeclarar variáveis ​​até sua primeira utilização, pois podeconfundir o programador desavisado e dificultar a portabilidade do código dentro do escopo.

void meuMetodo() {
    int int1 = 0;         // início do bloco do método

    if (condicao) {
        int int2 = 0;     // início do bloco do if
        ...
    }
}

6.4 – Declaração de Classes e Interfaces

Ao codificar classes e interfaces Java, as seguintes regras de formatação devem ser seguidas:

  • Não há espaço entre um nome do método e o parêntese ”(“começando sua lista de parâmetros;
  • Abrir chaves ”{“ aparece no final da mesma linha com ainstrução de declaração;
  • Fechar chaves ”}” inicia uma linha por si só recuado paracoincidir com a sua declaração de abertura correspondente. Exceto quando se trata de uma declaração nula, o ”}” deve aparecer imediatamente após a ”{“;
class Exemplo extends Object {
    int ivar1;
    int ivar2;

    Exemplo(int i, int j) {
        ivar1 = i;
        ivar2 = j;
    }

    int metodoVazio() {}

    ...
}

 

  • Métodos são separados por uma linha em branco.

7 – Expressões

7.1 – Expressões Simples

Cada linha deve conter no máximo uma expressão:

argv++;         // Certo
argc--;         // Certo
argv++; argc--; // ERRADO!

 7.2 – Expressões Compostas

Instruções compostas são declarações que contêm listas de instruções entre chaves “{instruções}”. Veja as seguintes seções para obter exemplos.

  • As declarações fechadas devem ser indentadas um nível mais do que o comando composto;
  • A chave de abertura deve estar no final da linha que se inicia a expressão composta; a chave de fechamento deve começar uma linha e ser recuado para o início da expressão composta;
  • Chaves são usadas em torno todas as declarações, até mesmo declarações individuais, quando eles fazem parte de uma estrutura de controle, como uma instrução if-else ou for. Isto torna mais fácil adicionar declarações sem acidentalmente introduzir erros devido a esquecer de adicionar chaves.

7.3 Expressões return

A instrução de retorno com um valor não deve usar parênteses, a menos que faça o valor de retorno mais óbvio de alguma forma.

return;

return disco.tamanho();

return (tamanho ? tamanho : tamanhoPadrao);

7.4 If, if-else, if else-if else

Devem seguir o padrão:

if (condicao) {
    instrucoes;
}

if (condicao) {
    instrucoes;
} else {
    instrucoes;
}

if (condicao) {
    instrucoes;
} else if (condicao) {
    instrucoes;
} else {
    instrucoes;
}

Atenção: Cláusulas IF SEMPRE devem conter chaves “{” e “}”. Nunca faça isso

if (condicao) //EVITE! NÃO OMITA AS CHAVES {}!
    instrucao;

7.5 Expressões “for”

Devem seguir o padrão:

for (inicializacao; condicao; passo) {
    instrucoes;
}

Um for vazio (aquele em que todo o trabalho é feito na inicialização, condição e cláusulas de atualização) deve ter a seguinte forma:

for (inicializacao; condicao; passo);

Ao usar o operador vírgula na cláusula de inicialização ou atualização de um for, evitar a complexidade de usar mais de três variáveis. Se necessário, use declarações separadas antes do laço for (para a cláusula de inicialização) ou no final do loop (a cláusula de atualização).

7.6 – Expressões “while”

O while deve ser implementado da seguinte forma:

while (condicao) {
    instrucoes;
}

Um while vazio deve ser implementado da seguinte forma:

while (condicao);

7.7 – Expressões do-while

Uma expressão do-while deve ser implementada da seguinte maneira:

do {
    instrucoes;
} while (condicao);

7.8 – Expressões switch

Um switch deve seguir o seguinte padrão:

switch (condicao) {
case ABC:
    instrucoes;
    /* passa direto */
case DEF:
    intrucoes;
    break;
case XYZ:
    intrucoes;
    break;
default:
    intrucoes;
    break;
}

Toda vez que um case não inclui uma instrução break, adicione um comentário onde a instrução break seria. Isto é mostrado no exemplo de código anterior.

Cada instrução switch deve incluir um default. O break no default é  redundante, mas evita que um erro fall-through ocorre se mais tarde um outro case for adicionado.

7.9 – Expressões try-catch

O bloco de try-catch deve seguir o seguinte formato:

try {
    instrucoes;
} catch (ExceptionClass e) {
     instrucoes;
}

A instrução try catch-também pode ser seguida por, finally, que é executado independentemente de o bloco try ser executado com êxito.

try {
    instrucoes;
} catch (ExceptionClass e) {
    instrucoes;
} finally {
    instrucoes;
}

8 – Espaços em Branco

8.1 – Linhas em Branco

As linhas em branco melhoram a legibilidade organizando seções de código que são logicamente relacionadas.

Duas linhas em branco devem ser sempre utilizados nas seguintes circunstâncias:

  • Entre seções de um código fonte;
  • Entre as definições de Classe e Interface.

Uma linha em branco deve ser sempre utilizada nas seguintes circunstâncias:

  • Entre métodos;
  • Entre as variáveis locais e a primeira instrução de um método;
  • Antes de um bloco de comentário ou de um comentário de linha única;
  • Entre seções lógicas de um método para facilitar a leitura.

8.2 – Espaços

Espaços devem ser usados nas seguintes circunstâncias:

  • Uma palavra chave seguida de parênteses deve ser separada por uma espaço
while (true) {
      ...
}

Note-se que um espaço em branco não deve ser usado entre um nome de método e da sua abertura de parênteses. Isto ajuda a distinguir palavras-chave de chamadas de método.

  • O espaço deve aparecer após vírgulas em uma lista de argumentos;
  • Todos os operadores binários, exceto. devem ser separadas de seus operandos por espaços. Os espaços em branco nunca devem separar operadores unários, como incremento (“+ +”) e decremento (“-”) de seus operandos.
    a += c + d;
    a = (a + b) / (c * d);

    while (d++ = s++) {
        n++;
    }
    printSize("tamanho é " + tamanho + "\n");
  • Expressões em um for devem ser separadas por espaço
for (expr1; expr2; expr3)
  • Casts devem ser sempre seguidos por um espaço em branco
    meuMetodo((byte) aNum, (Object) x);
    meuMetodo((int) (cp + 5), ((int) (i + 3)) + 1);

9 – Convenções de Nomes

As convenções de nomenclatura tornam os programas mais compreensíveis, tornando-os mais fáceis de ler. Eles podem também fornecer informação sobre a função do identificador, por exemplo, quer se trate de um pacote, constante, ou de classe que pode ser útil na compreensão do código.

9.1 – Pacotes

O prefixo do nome do pacote original é sempre escrito em letras minúsculas todo-ASCII e deve ser um dos nomes de domínio de nível superior, atualmente com, edu, gov, mil, net, org, ou um dos códigos de duas letras identificando os países, tal como especificado na norma ISO 3166, 1981.

Componentes subseqüentes do nome do pacote varia de acordo com uma organização próprias convenções de nomenclatura internos. Tais convenções podem especificar que certos componentes do nome do diretório têm divisão, departamento, projeto, máquina, ou nomes de login.

Ex:

br.com.flaviojmendes

9.2 – Classes

Os nomes de classe devem ser substantivos, em maiúsculas e minúsculas com a primeira letra de cada palavra interna em maiúscula. Tente manter seus nomes de classe simples e descritivos. Evite siglas e abreviaturas (a menos que a sigla seja muito mais usada que a forma longa, como URL ou HTML).

Ex:

class Controle;

class Testador;

9.3 – Interfaces

Nomes de interface devem ser capitalizados como nomes de classes.

Ex:

interface Armazenamento;

9.4 – Métodos

Métodos devem ser verbos, em maiúsculas e minúsculas coma letra minúscula em primeiro lugar, e com a primeira letra de cada palavra interna em maiúscula.

Ex:

visitarFlavioMendes();

comentarPosts();

9.5 – Variáveis

Exceto para as variáveis​​, todas as instâncias, constantes, classes estão em maiúsculas e minúsculas com uma letra minúscula em primeiro lugar. Palavras internas começam com letras maiúsculas. Os nomes de variáveis ​​não deve começar com underscore _ ou sinal de dólar $ , mesmo que ambos sejam permitidos.

Os nomes de variáveis devem ser curtos, mas significativos. A escolha de um nome da variável deve ser mnemônico, isto é, concebido para indicar ao observador casual a intenção da sua utilização. Variáveis de apenas uma letra ​​devem ser evitadas, exceto para variáveis temporárias ”descartáveis​​”. Os nomes comuns para variáveis ​​temporárias são i, j, k, m, n e para inteiros, c, d, e para caracteres.

Ex:

int             i;
char            c;
float           distanciaNominal;

 9.6 – Constantes

Os nomes de constantes de classes e de constantes ANSIdeve ser todo em letras maiúsculas com palavras separadas por sublinhados (“_”). (Constantes ANSI devem ser evitadas, para facilidade de depuração.)

Ex:

static final int TAMANHO_MAXIMO = 4;

static final int PESO_MAXIMO = 999;

static final int CPU = 1;

10 – Práticas de Programação

10.1 - Fornecendo acesso a variáveis ​​de instância e de classe

Apenas deixe uma variável ou classe públicas se tiver um bom motivo para isso.

10.2 - Referindo-se a variáveis ​​e métodos de classe

Evite o uso de um objeto para acessar uma classe (estática) ou método. Use um nome de classe em seu lugar. Por exemplo:

metodo();                 //OK
Classe.metodo();          //OK
objetoClasse.metodo();    //EVITE!

10.3 – Constantes

Constantes numéricas (literais) não devem ser codificadas diretamente, exceto para -1, 0 e 1, que pode aparecer em um loop for como os valores do contador.

10.4 – Atribuições de Variáveis

Evite atribuir o mesmo valor a diversas variáveis ​​em uma única instrução. É difícil de ler. Exemplo:

altura1 = altura2 = 170; // EVITE!

Não use o operador de atribuição em um lugar onde ele pode ser facilmente confundido com o operador de igualdade. Exemplo:

if (c++ = d++) {        // NÃO FAZER ISSO!
    ...
}

Deverá ser assim:

if ((c++ = d++) != 0) {
    ...
}

Não utilize atribuições incorporadas em uma tentativa de melhorar o desempenho de tempo de execução. Este é o trabalho do compilador. Exemplo:

d = (a = b + c) + r;        // EVITE!

Deve ser assim:

a = b + c;
d = a + r;

10.5 – Práticas Diversas

10.5.1 – Parênteses

É geralmente uma boa idéia usar parênteses em expressõesque envolvam operadores mistos para evitar problemas de precedência de operadores. Mesmo se o operador precedenteparece claro para você, pode não ser para os outros, você não deve presumir que outros programadores sabem precedência, assim como você.

if (a == b && c == d)     // EVITE!
if ((a == b) && (c == d)) // CERTO
10.5.2 – Retorno de Valores

Tente fazer com que a estrutura do seu programa decorresponda à intenção. Exemplo:

if (

expressaoBooleana) {
    return true;
} else {
    return false;
}

Deve ser escrito assim

return expressaoBooleana;

Similarmente,

if (condicao) {
    return x;
}
return y;

deve ser escrito assim

return (condicao ? x : y);
10.5.3 – Comentários Especiais

Use XXX em um comentário para sinalizar algo que é errado, mas funciona. Use FIXME para marcar algo que é errado e não funciona.


Espero comentários de como essa documentação pode tê-los ajudado!! Até a próxima!!!

Fonte (http://www.oracle.com/technetwork/java/javase/documentation)

6 Responses to “Boas Práticas em Java – Guia Definitivo”

  1. Fernando Franzini diz:

    Pois é, para vc ver….
    Existe um empresas que não contratem gente para “estragar” o codigo da solução.
    A primeira coisa que eu pergunto para alguem que se diz programador java é se ele sabe a convenção de código.

  2. Pois é Fernando,
    Infelizmente muitas empresas não valorizam esse tipo de conhecimento. Muitos gerentes inclusive consideram perda de tempo documentação e padronização. É algo que temos que mudar!

  3. Ótimo post Flávio,
    vou recomendar a leitura deste para alguns colegas (Daniel)!

  4. O pessoal precisa mesmo ler isso! Aquela época era uma bagunça só os códigos!

  5. Felipe Marinho diz:

    Muito bom o seu post Flavio. Parabens

  6. luyz diz:

    Otimo post, são dicas simples na maioria, mas que a maioria não tem o hábito nem costume de utilizar, sem que começo a escrever algo, tento manter esses padrões se não nem eu mesmo me acho ao reler um código depois de um tempo.

    Abraços e Até +

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